terça-feira, 11 de setembro de 2018


PENSAMENTO DE JACH WELCH

Após ter sido considerado um dos melhores executivos do século, Welch (GE), reuniu mais de 20 vice-presidentes das maiores nortes americanas num seminário a portas fechadas.

Segundo Welch para ser um executivo bem sucedido ele deverá observar:

O QUE FAZER

1- Preocupar-se com seu desempenho atual
É ótimo pensar sobre o futuro, porém é muito melhor quando você esta bem em seu cargo que ocupa no presente. O importante é concentrar-se no momento presente. Tenha persistência e vontade de vencer. Procure fazer diferença em cada tarefa. Alcance resultados além do esperado.

2- BUSQUE CONHECIMENTO ESPECIALIZADO
Tanto conhecimentos administrativos com técnicos. Utilize as informações que apreendeu. Aprenda fianças é a linguagem mais importante da empresas.Procure conhecer outras áreas além da sua se puder ocupe outros cargos gerenciais diferentes do que ocupa.

3-HABITUE-SE AO AUTODESENVOLVIMENTO
Adquira autoconfiança e procure demonstrar no dia a dia, quem reclama da própria carreira é porque está inseguro. Fuja do mesmice, pense como um atleta sempre em busca de recordes.

4- SAIA DA ZONA DO CONFORTO
Procure desafios e aceite tarefas difíceis e assuma responsabilidades quem vai mais longe supera seus concorrentes.

5- PRESTE ATENÇÃO AOS BONS EXEMPLOS
Procure conversar com pessoas que pensam e utilizam o bom senso, evite ouvir fofocas, nunca traduzem a verdade e normalmente PODEM ILUDIR OU DESVIAR A ATENÇÃO    do fato principal.Às vezes é uma forma de gerar falsos boatos ou de criar preconceito contra alguém.

6- GLOBALIZE-SE
Procure sempre outras culturas e certifique-se de que o mesmo acontece com sua família.

O QUE NÃO FAZER


1- IGNORAR OS VALORES DA EMPRESA
Não seja um rebelde acabará ficando sozinho.
Quem não é aberto a críticas não consegue se auto corrigir.

2- FALTA DE COMUNICAÇÃO
O líder deve demonstrar energia e clarear seus objetivos

3- FALAR E NÃO FAZER
Não adianta apresentar boas idéias deve ser colocada em prática normalmente se for boa dará certo.

4- FALTA DE FOCO
Procure perceber o que realmente é importante.

5- ARROGÂNCIA
Ego muito grande. Criticar sempre subordinados, nunca assumir seus próprios erros.

6- ESTAR FORA DO RITMO
Os lentos fracassam se for persistente procure administrar seu tempo.

Pense nisto e seja um executivo de sucesso

Jorge Vieira

Você faz parte dos 5%?

Tínhamos uma aula de Marketing em um MBA famoso do Rio de Janeiro logo após a semana do Carnaval. Como a maioria dos alunos havia viajado aproveitando o feriado prolongado, todos estavam ansiosos para contar as novidades aos colegas e a excitação era geral. Um velho professor entrou na sala e imediatamente percebeu que iria ter trabalho para conseguir silêncio. Com grande dose de paciência tentou começar a aula, mas você acha que minha turma correspondeu? Que nada. Com certo constrangimento, o professor tornou a pedir silêncio educadamente.

Não adiantou. Ignoramos a solicitação e continuamos firmes na conversa. Foi aí que o velho professor perdeu a paciência e deu a maior bronca que eu já presenciei. Veja o que ele disse: "Prestem atenção porque eu vou falar isso uma única vez", disse, levantando a voz e um silêncio carregado de culpa se instalou em toda a sala e o professor continuou. "Desde que comecei a lecionar isso já faz muitos anos, descobri que nós professores, trabalhamos apenas 5% dos alunos de uma turma. Em todos esses anos observei que de cada cem alunos, apenas cinco são realmente aqueles que fazem alguma diferença no futuro; apenas cinco se tornam profissionais brilhantes e contribuem de forma significativa para melhorar a qualidade de vida das pessoas.

Os outros 95% servem apenas para fazer volume; são medíocres e passam pela vida sem deixar nada de útil. O interessante é que esta porcentagem vale para todo o mundo.

Se vocês prestarem atenção notarão que de cem professores, apenas cinco são aqueles que fazem a diferença; de cem garçons, apenas cinco são excelentes; de cem motoristas de táxi, apenas cinco são verdadeiros profissionais; e podemos generalizar ainda mais: de cem pessoas, apenas cinco são verdadeiramente especiais. É uma pena muito grande não termos como separar estes 5% do resto, pois se isso fosse possível, eu deixaria apenas os alunos especiais nesta sala e colocaria os demais para fora, então teria o silêncio necessário para dar uma boa aula e dormiria tranqüilo sabendo ter investido nos melhores.

Mas, infelizmente não há como saber quais de vocês são estes alunos. Só o tempo é capaz de mostrar isso. Portanto, terei de me conformar e tentar dar uma aula para os alunos especiais, apesar da confusão que estará sendo feita pelo resto. Claro que cada um de vocês sempre pode escolher a qual grupo pertencerá. Obrigado pela atenção e vamos à aula de hoje ".

Nem preciso dizer o silêncio que ficou na sala e o nível de atenção que o professor conseguiu após aquele discurso. Aliás, a bronca tocou fundo em todos nós, pois minha turma teve um comportamento exemplar em todas as aulas de Marketing durante todo o módulo; afinal quem gostaria de espontaneamente ser classificado como fazendo parte do resto?

Hoje não me lembro muita coisa das aulas de Marketing, mas a bronca do professor eu nunca mais esqueci. Para mim, aquele professor foi um dos 5% que fizeram à diferença em minha vida. De fato, percebi que ele tinha razão e, desde então, tenho feito de tudo para ficar sempre no grupo dos 5%, mas, como ele disse, não há como saber se estamos indo bem ou não; só o tempo dirá a que grupo pertencemos.

Contudo, uma coisa é certa: se não tentarmos ser especiais em tudo que fazemos se não tentarmos fazer tudo o melhor possível, seguramente sobraremos na turma do resto.

E isto serve para tudo: na vida acadêmica, profissional e pessoal!!!”

Pense Nisto e faça parte dos 5%.

Jorge Vieira

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Leia até o FIM - Dá pra viver mais devagar?



Já vai pra 18 anos que estou aqui na Volvo, uma empresa sueca. Trabalhar com eles é uma convivência, no mínimo, interessante.  Qualquer projeto aqui demora dois anos para se concretizar, mesmo que a ideia seja brilhante e simples. É regra. Então, nos processos globais, causam em nós, aflitos por resultados imediatos (brasileiros, americanos, australianos, asiáticos), uma ansiedade generalizada; porém, nosso senso de urgência não surte qualquer efeito neste prazo.

Os suecos discutem, discutem, fazem "n" reuniões, ponderações... E trabalham num esquema bem mais pacato. O pior é constatar que, no final, acaba sempre dando certo no tempo deles com a maturidade da tecnologia e da necessidade. Bem pouco se perde aqui...  E vejo assim:

1. O país é do tamanho de São Paulo;
2. O país tem dois milhões de habitantes;
3. Sua maior cidade, Estocolmo, tem 500.000 habitantes (compare com Curitiba que somos dois milhões);
4. Empresas de capital sueco: Volvo, Scania, Ericsson, Electrolux, ABB, SKF, Nokia, Nobel Biocare,... Nada mal, não? Pra ter uma ideia, a Volvo fabrica os motores propulsores para os foguetes da NASA.

Digo para os demais, nestes nossos grupos globais: Os suecos podem estar errados, mas são eles que pagam nossos salários. Entretanto, vale salientar que não conheço um povo, como povo mesmo, que tenha mais cultura coletiva do que eles... Vou contar uma breve história só pra dar noção...

A primeira vez que fui para lá, década de 90, um dos colegas suecos me pegava no hotel toda manhã. Era setembro, frio leve e nevasca. Chegávamos cedo à Volvo e ele estacionava o carro bem longe da porta de entrada (são dois mil funcionários de carro). No primeiro dia não disse nada, no segundo, no terceiro... Depois, com um pouco mais de intimidade, numa manhã perguntei: "Vocês tem lugar marcado para estacionar aqui? Notei que chegamos cedo, o estacionamento vazio e você deixa o carro lá no final..." e ele me respondeu simples assim: “é que chegamos cedo, então temos tempo de caminhar - quem chegar mais tarde já vai estar atrasado, melhor que fique mais perto da porta. Você não acha?". Olha a minha cara caiu! Ainda bem que tive esta na primeira... Deu pra rever bastante os meus conceitos.

Há um grande movimento na Europa, hoje, chamado Slow Food. O que o movimento Slow Food prega é que as pessoas devem comer e beber devagar, saboreando os alimentos, "curtindo" seu preparo, no convívio com a família, com amigos, sem pressa e com qualidade. A ideia é a de se contrapor ao espírito do Fast Food e o que ele representa como estilo de vida. A surpresa, porém, é que esse movimento do Slow Food está servindo de base para um movimento mais amplo chamado Slow Europe como salientou a revista Business Week em sua última edição europeia.

A base de tudo está no questionamento da "pressa" e da "loucura" gerada pela globalização, pelo apelo à "quantidade do ter" em contraposição à qualidade de vida ou à "qualidade do ser". Segundo a Business Week, os trabalhadores franceses, embora trabalhem menos horas, (35 horas / semana) são mais produtivos que seus colegas americanos ou ingleses. E os alemães, que em muitas empresas instituíram uma semana de 28,8 horas de trabalho, viram sua produtividade crescer nada menos que 20%. Essa chamada "slow attitude" está chamando a atenção até dos americanos, apologistas do "Fast" (rápido) e do "Do it Now" (faça já).

Portanto, essa "atitude sem-pressa" não significa fazer menos, nem menor produtividade. Significa, sim, fazer as coisas e trabalhar com mais "qualidade" e "produtividade" com maior perfeição, atenção aos detalhes e com menos "stress". Significa retomar os valores da família, dos amigos, do tempo livre, do lazer e das pequenas comunidades. Do "local", presente e concreto, em contraposição ao "global" - indefinido e anônimo. Significa a retomada dos valores essenciais do ser humano, dos pequenos prazeres do cotidiano, da simplicidade de viver e conviver e até da religião e da fé. Significa um ambiente de trabalho menos coercitivo, mais alegre, mais "leve" e, portanto, mais produtivo, onde seres humanos felizes fazem, com prazer, o que sabem fazer de melhor.

Nesta semana, gostaria que você pensasse um pouco sobre isso. Será que os velhos ditados "Devagar se vai ao longe" ou ainda "A pressa é inimiga da perfeição" não merecem novamente nossa atenção nestes tempos de desenfreada loucura?

Será que nossas empresas não deveriam também pensar em programas sérios de "qualidade sem-pressa" até para aumentar a produtividade e qualidade de nossos produtos e serviços sem a necessária perda da "qualidade do ser"?

Algumas pessoas vivem correndo atrás do tempo, mas parece que só alcançam quando morrem infartados, ou algo assim.  Para outros, o tempo demora a passar; ficam ansiosos com o futuro e se esquecem de viver o presente, que é o único tempo que existe. Tempo todo mundo tem por igual, ninguém tem mais nem menos que 24 horas por dia. A diferença é o que cada um faz do seu tempo. Precisamos saber aproveitar cada momento, porque, como disse John Lennon...
"A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro".

Reflita, e encontre um tempo para você e sua família. Tenha certeza que você merece. Estes momentos serão muito importantes na hora que você precisar de novas ideias para sua produção, pessoal e financeira. Espero que aproveite esta nova visão de emergência pacata, de maneira serena e produtiva.

Muitos não irão ler este manual até o final, porque não podem "perder" o seu tempo neste mundo globalizado. Até que ponto vale a pena deixar de curtir sua família, de ficar com a pessoa amada, fazer aquela caminhada nos domingos pela manhã, ir pescar no fim de semana?

Cuidado, poderá ser tarde demais...

Reflexão



Outro dia estava assistindo, num desses programas de TV, uma reportagem sobre os monges do Tibete, da Mongólia, do  Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão.

Algum tempo atrás, eu observava o movimento do Aeroporto Santos Dumont, A sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deveriam.  Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: "Qual dos dois modelos produz felicidade?”.

Estamos construindo super-homens e supermulheres totalmente equipados, mas emocionalmente  infantilizados. Li em um artigo que uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação a malhação do espírito.

Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: "Como estava o defunto?". "Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!" A publicidade não consegue vender felicidade, então passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: "Se tomar este refrigerante, vestir este  tênis,  usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!" O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo o condicionamento.

Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, constrói-se um Shopping Center. É curioso: a maioria dos shoppings centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca. Não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas. Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas.

Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Passar cheque pré-datado, pagar a crédito,  entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno. Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer. Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas:  "Estou apenas fazendo um passeio socrático". Diante de seus olhares espantados, explico: "Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas”. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:  "Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz!”.

Pense nisto
Jorge Vieira